Entre
os 12 senadores que serão investigados pela Operação Lava Jato no
Supremo Tribunal Federal (STF), dois protagonizaram, em lados opostos,
um dos momentos mais marcantes da história recente do país: o
ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), o primeiro a ser afastado do
cargo em processo de impeachment no Brasil, e um de seus principais
algozes à época, o ex-líder dos caras-pintadas Lindbergh Farias (PT-RJ).
Hoje aliados políticos, os dois serão investigados no Supremo pelos
crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Eles são apontados
como beneficiários do esquema de corrupção e desvio de recursos da
Petrobras.
Em
1992, quando tinha 22 anos de idade, o então presidente da União
Nacional dos Estudantes (UNE) pintou o rosto de verde e amarelo, liderou
o movimento que tomou conta das ruas e pressionou o Congresso a cassar o
mandato do mais jovem presidente eleito do país. Collor elegeu-se em
1989, aos 40 anos, derrotando Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem
também é aliado hoje. Com denúncias de corrupção e sem apoio político,
teve seu governo abreviado pelo Parlamento.
Com
trajetórias distintas, os dois foram envolvidos na Operação Lava Jato
após depoimentos de delatores do esquema. No caso de Collor, as
complicações começaram antes, ainda em julho do ano passado, quando o
Supremo Tribunal Federal abriu inquérito contra ele por causa de
depósitos de dinheiro em sua conta feitos pelo doleiro Alberto Youssef,
considerado o principal operador do esquema.


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