A manifestação convocada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e
por nove entidades ligadas a movimentos sociais, como MST e UNE, promete
atingir 24 capitais do país nesta sexta-feira (dia 13).
Passeatas e protestos estão marcados a partir das 8h, com o objetivo de
defender direitos trabalhistas, a Petrobras, a democracia e a reforma
política (contra o financiamento empresarial de campanhas eleitorais).
Nos bastidores, entretanto, o ato é chamado de "Blinda Dilma", porque
vai ocorrer dois dias antes de manifestações organizadas pelo Movimento
Brasil Livre que tem, entre um dos pontos de sua pauta, o pedido de
impeachment da presidente Dilma Rousseff.
No dia 15 também haverá protestos do movimento Vem pra rua, que acha que ainda não há elementos para a saída da presidente.
"Não é um ato nem a favor nem contra o governo", disse o presidente da
CUT, Vagner Freitas. "Só não achamos que se justifique, em um governo
com 69 dias de existência e que não ocorreu nada, um pedido de
impeachment." Segundo Freitas, o ato da CUT estava previsto para ocorrer
no final de fevereiro e foi adiado para março por causa de outros
eventos, como o Carnaval.

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