No ano de 1876, D. Pedro II tomou conhecimento da invenção de Graham
Bell , em uma exposição na Filadélfia, em que se comemorava o centenário
da independência dos Estados Unidos. Interessado no trabalho do físico
escocês (sim, Graham Bell era físico e era escocês!), D. Pedro quis
experimentá-lo. Ao segurar o telefone, pôde escutar Bell declamando
Shakespeare e ficou espantado. Daí surgiu a famosa frase: “Meu Deus,
isto fala!”, proferida pelo imperador do Brasil na ocasião.
Um ano após a Exposição do Centenário dos Estados Unidos, O primeiro
telefone chegou ao Brasil em 1877. Segundo o Museu do Telefone da
Telesp, há dúvidas sobre onde foi instalado o primeiro aparelho: uma
versão afirma que foi na casa comercial “O Grande Mágico”, na Rua do
Ouvidor, no Rio de Janeiro, ligando a loja ao quartel do Corpo de
Bombeiros; outra versão diz que o primeiro aparelho foi um presente que
D. Pedro II teria recebido de Graham Bell, com uma linha do Palácio de
São Cristóvão até o centro da cidade.
Desde o telefone convencional, tal como foi concebido por Graham Bell,
até as mais novas concepções tecnológicas, as inovações na telefonia não
pararam. Surgiram os aparelhos eletrônicos, os sem fio, os telefones
móveis e os celulares, sempre pensando em melhorar a comunicação das
pessoas e não deixar faltar aquele alô que muda tudo.
Paralelamente, o telefone veio se associar a outras funções, nascendo
daí a secretária eletrônica, os aparelhos de fax e os modems para
conexão à Internet, entre outros.
A tecnologia de ponta em telecomunicações permite associar o telefone
aos satélites, que ligam pontos muito distantes e à fibra óptica, que
permite mais ligações ao mesmo tempo. Os recursos vão mudando a cara do
telefone, mas a idéia continua a mesma: a aproximação das pessoas.

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