O juiz federal Sérgio Moro, à frente dos processos da Operação Lava
Jato, ressaltou em despacho publicado na última semana que “na
corrupção, há uma simbiose ilícita entre corrupto e corruptor”. No mesmo
documento, Moro reforçou que neste tipo de crime “não há como
transferir a culpa de um para o outro”. As informações são da Folha de
Londrina.
A argumentação de Moro derruba a tese da maioria das defesas dos
executivos envolvidos nas ações penais das investigações do megaesquema
de desvios de recursos da Petrobras. Durante as oitivas de testemunhas
de acusação arroladas pelo MPF, e que terminaram na última sexta-feira,
advogados alinharam o discurso ao alegar que os empresários teriam pago
propina porque foram extorquidos pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa e
pelo doleiro Alberto Youssef.

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