Reprodução de vídeo TV Globo Do site jurídico Migalhas:
"Ontem, o Fantástico, da Rede Globo, anunciou um novo depoimento que, na
visão global, poderia mudar o rumo do famigerado caso Nardoni. E, de
fato, se críveis as informações, altera-se todo o quadro.
Em resumo, uma agente penitenciária de Tremembé, onde está presa a
madrasta (Ana Carolina Jatobá), revelou ter ouvido da condenada uma nova
versão. Ela teria dito que o sogro, o advogado Antonio Nardoni, sugeriu
a simulação de um acidente. Na reportagem, o parquet afirmou que o avô
da menina poderá ser também incriminado.
Ou seja, o MP dá status de veracidade ao depoimento da carcereira.
Todavia, parece-nos que, a julgar verdadeira a novidade trazida aos
autos, pai e madrasta deveriam estar livres. Vejamos. A propósito, ela
traz uma história muito mais aceitável do que aquela que os condenou.
Segundo a depoente, Ana Carolina teria batido na pobre menina Isabella.
Esta, por seu turno, parou de respirar, provavelmente por uma apneia.
Acreditaram, assim, que a menina estivesse morta. Telefonam, então, para
o sogro, que sugere que façam parecer um acidente. No desespero, o pai
joga a filha, que acreditava morta, do 6º andar, simulando uma queda
acidental. Ao chegar embaixo, o pai depara-se com um inesperado: a filha
agonizava. Ou seja, a pobre menina ainda estava viva. Esta é, em
apertada síntese, a novel versão.
Nesse caso, vejamos as culpabilidades. Ana Carolina Jatobá responderia
por lesão corporal, uma vez que bateu na menina, mas não a matou. O pai,
tendo jogado a filha que supunha morta, pratica ato culposo, porque
ausente a intenção de matar (ela já estava, na sua imaginação,
desfalecida). E, sendo culposo, a pena de ter matado a filha por engano
já estaria mais do que suficientemente aplicada. Com efeito, irá
carregá-la para o fim dos dias. O avô, teria tido participação atípica,
porque, s.m.j., não é possível estabelecer um concurso de pessoas num
telefonema de trinta segundos.
Enfim, o que se quer dizer é que, se a acusação acreditou ter uma
testemunha para incriminar mais alguém, ao que parece trouxe um fato
novo a justificar a revisão criminal."
Hoje a defesa do avô de Isabella diz que a nova acusação "não tem lógica.
Leia aqui na Globo.Com.

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