Pequenos circuitos flexíveis que podem ser fixados em qualquer parte
do corpo. 666? Novos computadores vestíveis são usados na pele.
Já
existe uma tecnologia de “tatuagens eletrônicas”, desenvolvidas
primeiramente para uso médico. Contudo, as empresas de tecnologia
acreditam que elas podem servir como um meio mais seguro para evitar
fraudes e roubos em transações eletrônicas no futuro, substituindo as
senhas.
Apresentadas ano passado, ainda aguardam regulamentação para
serem postas no mercado.
Agora, surgem os primeiros “computadores vestíveis”, que funcionam
com o mesmo princípio. Apple e Samsung afirmam que eles ficarão no
pulso, enquanto o Google desenvolve um para o rosto.
Uma matéria no jornal New York Times revelou que essa nova tecnologia
é a aposta para o futuro: flexíveis, dobráveis e extremamente finas,
facilmente confundidos com a cor da pele e muito baratos.
O instituto MC10 (ligado à Motorola) já está fazendo testes com esse
tipo de computador vestível. “Fica sempre ligado à pessoa. Ele é menor,
mais flexível e estirável, e possibilita colher todos os tipos de dados
biométricos relacionados aos movimentos”, explica seu diretor, Scott
Pomerantz.
Já existem peças de roupa e calçados que se comunicam com os
smartphones, mas agora foi dado um passo adiante. O modelo desenvolvido
pela MC10 usa o trabalho de John A. Rogers, professor da Universidade de
Illinois que há quase uma década aperfeiçoa dispositivos flexíveis que
podem ser usados na pele. Tem o tamanho de um pedaço de chiclete, possui
antenas sem fio, sensores de temperatura e de batimentos cardíacos,
além de uma bateria minúscula.
Computador vestível: “Os sistemas biológicos e eletrônicos serão
muito mais integrados. Sem esse contato físico estreito, é difícil ou
talvez até impossível extrair dados relevantes”, explica Rogers. Ele e
sua equipe já desenvolveram modelos que medem os movimentos do corpo,
monitoram doenças de pele e verificam a hidratação cutânea.
Cientistas da Universidade de Tóquio trabalham paralelamente no
desenvolvimento de uma “e-pele”, espécie de pele eletrônica fixada sobre
a pele real.
Por enquanto, os primeiros computadores desse tipo são usados para
medição biométrica e interagem com aplicativos de smartphones. A
proposta é que eles substituam os smartphones. Como é comum nesse meio,
rapidamente se multiplicam startups apostando que num futuro próximo, os
humanos se tornarão verdadeiros computadores.
Para muitos estudiosos, os chamados biochips estão ligados a um
sistema de identificação global em alguns anos. Inevitavelmente essa
possibilidade remete à profecia de Apocalipse que as pessoas serão
marcadas com um número na mão ou na testa. Embora o portal Gospel Prime
não afirma que essa tecnologia é a mesmo do último livro da Bíblia, é
impossível ignorar-se os desenvolvimentos constantes nessa área.
Fonte: Folha de São Paulo
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