O
governador Jaques Wagner (PT) disse, em encontro de Dilma Rousseff (PT)
com prefeitos baianos aliados, que está “chocado” e tem “medo” das
consequências do discurso de opositores que criticam os nordestinos por
terem votado na presidente.
“Vou dizer com muita pureza da alma: estou
com medo.
Esse país é respeitado lá fora porque aqui não tem briga
religiosa, regional, não tem briga interna como tem em outros países
(...) Não vamos destruir a paz interna desse país para tentar ganhar uma
eleição”, defendeu, em discurso ao lado da candidata à reeleição, no
palco do Museu do Ritmo.
Ele argumenta, aos que dizem que quem vota é
“mal informado”, que o governo do partido implantou novas universidades e
escolas técnicas. “Quem será o próximo objeto do ódio deles? Eu tenho
medo”, repetiu. Wagner também disse estar “em alfa” porque ajudou a
eleger Rui Costa (PT) como sucessor, já que ele venceu em 337 municípios
baianos e Dilma perdeu em apenas um.
“No único município que você não
ganhou, eu estou indo lá semana que vem, porque quero que você ganhe em
todos os municípios da Bahia”, promete. Na cidade de Buerarema, sul do
estado, a presidente perdeu a liderança nas urnas para Aécio Neves
(PSDB). O resultado pode ser justificado por um conflito indígena na região, que contraria moradores.

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