O site de abaixo-assinados Avaaz manteve “congelada” durante toda esta terça-feira (28) a petição que pede o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), em razão dos desacertos do seu governos e os inúmeros casos de corrupção. O Avaaz divulgou nota em seu site atribuindo o “congelamento” das adesões ao impechment à “grande quantidade de tráfego”, mas outras petições no site continuam funcionando normalmente, mesmo com grande número de adesões.
Internautas
indignados com o que chamam de “manipulação”, decidiram denunciar a gestão
brasileira à sede na ONG, em Nova York, Estados Unidos.
O Avaaz no Brasil é
comandado pelo militante petista Pedro Abramovay, um advogado que foi casado
com uma filha do ex-ministro da Justiça e criminalista. Feito assessor no
Ministério da Justiça no governo Lula, no governo Dilma Abramovay foi nomeado
secretário nacional Antidrogas, mas escandalizou até mesmo sua chefe ao
defender redução pena para traficantes, por meio de uma intrigante
“descriminalização de pequenos traficantes”. Acabou demitido.
Os
interessados em contatar o Avaaz podem fazê-lo por meio do site avaaz.org, mas
na página não há a indentificação de responsáveis e nem mesmo um local
destinado a reclamações, por exemplo. Há apenas um formulário de contato, cuja
tramitação também não pode ser monitorada pelo usuário. Essa organização não
governamental também dispõe do endereço facebook.com/Avaaz.
A
manobra do Avaaz teria o objetivo de desestimular a adesão ao impeachment, que
cresceu de pouco mais de 500 mil, sexta-feira, para 1.354.893 na noite desta
terça, com a votação suspensa ou ao menos “represada”, e sem que os visitantes
dosite possam acompanhar a exposição de seus nomes à medida em que aderem à
petição, como forma de atestar que sua assinatura foi efetivamente computada.
Os números expostos pelo Avaaz não são submetidos a controle externo e não há
segurança de que estejam protegidos contra fraude e manipulações.
A
petição ganhou ainda mais força após a revelação da doleiro Alberto Youssef à
Polícia Federal e ao Ministério Público Federal de que a presidente reeleita
Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula sabiam do esquema de corrupção na
Petrobras, batizado de “Petrolão”. A PF suspeita que Youssef “lavou” R$ 10
bilhões no propinoduto.
Diário do poder



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