O dia em que quase não conseguiu passar pela roleta do ônibus foi o
incentivo que Matheus Araújo precisava para trocar a rotina de "comer e
dormir" por uma vida com exercícios físicos e alimentação saudável.
Foram 77 quilos perdidos em nove meses após o episódio que envergonhou o
jovem de 19 anos.
"Nunca tinha me sentido daquele jeito. Meus livros caíram, o cobrador me
ajudou e eu passei, mas nunca esqueci. Foi quando parei e pensei em me
cuidar", relata o estudante de Comércio Exterior, que já chegou a pesar
160 quilos e atualmente está com 88 quilos.
Matheus conta que no dia 14 de outubro do ano passado entrou na
academia e começou uma dieta. "Liguei para minha mãe e disse que
precisava fazer algo. Ela chegou a falar em cirurgia, mas não
concordei", afirma.
Na academia, o jovem lembra que não teve condições de usar a balança por
causa de seu peso elevado. Nada que o desmotivasse. No primeiro mês
foram perdidos 16 quilos, tendência que se manteve até agosto deste ano,
mês em que Matheus chegou aos 83 quilos. "Ganhei cinco quilos desde lá,
mas foi tudo de massa magra", diz.
Sobre a rotina que levava antigamente, o jovem revela que, nas suas
palavras "comia até cansar". Matheus lembra que fazia coisas como comer
duas pizzas e um litro de refrigerante durante a noite, ou sair para
comer mesmo após ter jantado em casa.
"Era uma alimentação desregrada, muito além daquilo que queria",
lamenta. Muito acima do peso, o estudante se sentia o centro das
conversas de amigos e decidiu se isolar, o que complicou ainda mais sua
situação.
Depois do episódio da catraca do ônibus, os exercícios físicos passaram a
ser uma obrigação diária. "Quando não vou na academia, procuro correr
no parque. Não pode faltar. Além disso é comer bem e se alimentar de
forma saudável", explica Matheus.
Da época em que estava acima do peso, o estudante conta que ficou o
resquício de uma barriga um pouco flácida. "Na hora que vejo e sinto
qualquer coisa, lembro de tudo que passei e penso não ser nada. Isso a
gente resolve com exercício", diz.
G1RN
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