
O ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito, Ricardo Coutinho (PT), foi conduzido à delegacia na noite desta segunda-feira (02/11) para prestar esclarecimentos após uma confusão ocorrida nas proximidades da Vila Olímpica de Santa Maria, no Distrito Federal.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), uma equipe da Polícia Militar foi acionada após uma denúncia de que um homem, dentro de um veículo, estaria piscando os faróis e fazendo gestos em direção a crianças que jogavam bola na região chamando-as para se aproximarem do automóvel. A autoridade policial determinou a coleta dos depoimentos e a manutenção da ocorrência como “em apuração”.
Uma testemunha contou à polícia que soube da situação por um adolescente, que relatou ter visto um veículo com os faróis piscando. Posteriormente, o jovem teria dito que o homem dentro do carro fazia gestos de coração com as mãos.
Na delegacia, Ricardo foi ouvido e apresentou sua versão. Segundo o deputado, ele estava no estacionamento para levar o enteado a uma escola de futebol e que permaneceu dentro do carro procurando um papel e, ao acionar o alarme para travá-lo, as luzes de emergência (pisca-alerta) acenderam; depois, saiu do veículo e caminhou em direção ao ginásio para encontrar o filho.
O ex-governador também relatou que entrou no ginásio e chegou a se sentar na arquibancada para acompanhar o filho. Nesse momento, segundo ele, foi abordado por um adolescente que questionou por que estaria piscando as luzes do carro para as crianças.
Ricardo disse ter ficado assustado com a abordagem e pensado que poderia estar sendo vítima de um golpe ou de ameaças. Ao seguir para a portaria, encontrou um grupo de pessoas reunidas, que passou a questioná-lo sobre o veículo.
O que diz a defesa
A defesa do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho negou, nesta terça-feira (03/11), que ele teria sido preso em Brasília, suspeito de aliciar crianças. Em nota, o advogado Igor Suassuna de Vasconcelos afirmou que a notícia, inicialmente veiculada por um portal citado na nota, é falsa e apresentou outra versão para o episódio.
Segundo o grupo jurídico, Ricardo Coutinho teria sido vítima de uma tentativa de golpe e extorsão quando levou o enteado para jogar futebol de salão no local. De acordo com a nota, pouco depois de estacionar o carro e entrar no ginásio, o ex-governador foi abordado por um jovem que teria feito ameaças, alegando que o veículo estava piscando o alerta e relacionando a situação à presença de supostas crianças nas proximidades.
Ainda conforme a versão apresentada pelo advogado, após a abordagem, Ricardo Coutinho deixou o ginásio e ele mesmo acionou a Polícia Militar, por temer pela própria segurança e pela do enteado.

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