AgoraRN - O potiguar Pablo Diego
Inácio de Melo, 34 anos, sobrevivente de um ataque de tubarão, em abril
passado, na praia de Piedade, no Grande Recife, revela um sonho após se
recuperar totalmente das sequelas: tornar-se um nadador paralímpico e
representar o Rio Grande do Norte nas competições.
Nesta segunda-feira, ele voltou ao Hospital da Restauração, na capital pernambucana, para a revisão dos membros amputados. Por sorte, ‘Diego tubarão’ – apelido que ganhou durante os 43 dias em que ficou internado – recebeu doação de braço e perna mecânicos por uma empresa do segmento ortopédico em Recife. Desempregado e pai de seis filhas, ele espera conseguir um emprego para se manter em Natal. “Tomara que alguém se sensibilize com meu caso e me dê essa oportunidade”, torceu.
Hoje, o potiguar se
recupera na casa de uma tia, em Neópolis, na zona Sul. Diariamente, ele
faz uso de quatro medicamentos para evitar infecção bacteriana e ajudar
na cicatrização dos pontos que levou nos dois braços e perna direita.
Devido às amputações, ele não consegue, por exemplo, se vestir ou tomar
banho sem ajuda dos familiares.
Nesta segunda-feira, ele voltou ao Hospital da Restauração, na capital pernambucana, para a revisão dos membros amputados. Por sorte, ‘Diego tubarão’ – apelido que ganhou durante os 43 dias em que ficou internado – recebeu doação de braço e perna mecânicos por uma empresa do segmento ortopédico em Recife. Desempregado e pai de seis filhas, ele espera conseguir um emprego para se manter em Natal. “Tomara que alguém se sensibilize com meu caso e me dê essa oportunidade”, torceu.
Hoje, o potiguar se
recupera na casa de uma tia, em Neópolis, na zona Sul. Diariamente, ele
faz uso de quatro medicamentos para evitar infecção bacteriana e ajudar
na cicatrização dos pontos que levou nos dois braços e perna direita.
Devido às amputações, ele não consegue, por exemplo, se vestir ou tomar
banho sem ajuda dos familiares.
ATAQUE – Por volta das 16h30 do dia 15 de abril, ele e
outras pessoas tomavam banho na praia de Piedade, após uma partida de
futebol na areia. Todos ignoravam as placas sinalizando o perigo de
ataques de tubarões. A maré estava alta com água turva. De início, o
tubarão apenas passou pelas pernas dele, que se encontrava com água
pouco acima da cintura. Diego, que mede 1.90 metro, chegou a pensar que
fosse brincadeira dos colegas. “Senti a primeira mordida na perna e logo
me dei conta que estava sendo atacado.
Quando tentei sair, ele mordeu
de novo, desta vez, no meu antebraço esquerdo. Ele chacoalhava e puxava
para baixo, como se quisesse me afogar. Era uma força descomunal. De
repente, vi uma grande mancha de sangue ao meu lado. Fiquei desesperado e
comecei a gritar por socorro. Na terceira mordida, eu comecei a lutar.
Cheguei a dar uns quatro ou cinco socos no focinho dele. Achava que iria
morrer ali mesmo. Foram quase 10 minutos de terror dentro d’água, até
que ele se afastou de mim. Mesmo machucado gravemente e perdendo muito
sangue, comecei a nadar. Os bombeiros estavam na areia da praia e me
colocaram em uma prancha”, lembrou Diego.
O potiguar calcula ter passado uns 15 minutos perdendo sangue no calçadão da praia. Por sorte, um helicóptero da polícia sobrevoava pelo local resolveu prestar socorro. “Eu já não estava sentindo mais dor, por conta da hemorragia”. Minutos depois, a aeronave descia em via pública e Diego foi levado às pressas para o centro cirúrgico do Hospital da Restauração. “Era uma correria de médicos e enfermeiros em minha volta. De repente, apaguei. Quando retornei ainda grogue da anestesia, achava que havia tido um pesadelo. Foi quando percebi várias pessoas entubadas ao meu lado. Olhei para a minha perna e vi que tinha sido amputada. Cai na real”, lembrou.
Poucos dias depois, ele foi avisado pela equipe médica que seria
novamente cirurgiado para retirar, desta vez, o antebraço direito –
ironicamente, o membro em que ele possui desde os 17 anos, uma tatuagem
de tubarão-tigre, a mesma espécie que lhe atacou. “Havia o perigo
iminente da infecção avançar pelo resto do corpo, pois a minha mão já
estava necrosando.
Pela mordedura, os pesquisadores acreditam que a fera
media cerca de dois metros de comprimento”. Durante o tempo em que esteve internado na Unidade de Terapia
Intensiva, Diego recebeu a visita de vários pacientes curiosos para
conhecê-lo.
Ele, inclusive, presenciou a chegada da última vítima de
tubarão, também na praia de Piedade: José Ernesto Ferreira da Silva, 18
anos, no início deste mês. Infelizmente, o jovem não resistiu à
gravidade dos ferimentos. “Vi a mãe dele chorando desesperada e, nesse
momento, agradeci a Deus por estar vivo. Hoje, digo a todos que sou uma
nova pessoa, com nova chance de refazer minha história”.



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