Agência Brasil - Os Ministério Extraordinário da Segurança Pública e o da Saúde
assinaram hoje (6) acordo que vai garantir o repasse de R$ 27,5 milhões
do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para ações de combate à
tuberculose em presídios brasileiros. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Osnei
Okumoto, lembrou que a tuberculose representa um grande problema de
saúde pública, com índices alarmantes. Segundo ele, a população privada
de liberdade responde por 10,5% dos novos casos da doença registrados no
país. A chance de um preso ser acometido pela doença é 28 vezes mais
que na população em geral.
O Departamento Penitenciário Nacional
(Depen) informou que a proposta é ampliar e reproduzir campanha de
educação em saúde para a comunidade carcerária, com o objetivo de dar
maior visibilidade para a doença no sistema prisional, sensibilizar o
diagnóstico precoce e o tratamento oportuno e diminuir o estigma e o
preconceito. De acordo com a coordenadora-geral de
Promoção da Cidadania do Depen, Mara Fregapani, a campanha será
realizada em mais de 1.440 unidades prisionais que abrigam cerca de 726
mil pessoas privadas de liberdade, seugundo dados de junho de 2016. Além
de detentos, as ações também serão voltadas, segundo ela, a familiares
de presos e profissionais que trabalham nas unidades.
A doença
A tuberculose é uma doença infecciosa e
transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa
acometer outros órgãos e sistemas. O principal sintoma é a tosse na
forma seca ou produtiva. Por isso, a orientação do Ministério da Saúde é
que todo caso de tosse há três semanas ou mais seja investigado. A transmissão da tuberculose é aérea. Ao
falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose
ativa lançam no ar partículas que contêm bacilos. Com o início do
esquema terapêutico adequado, a transmissão tende a diminuir
gradativamente e, em geral, após 15 dias, chega a níveis
insignificantes. De acordo com a Organização Mundial da
Saúde (OMS), o Brasil ocupa o a 20ª posição na lista dos 30 países
prioritários para tuberculose. Em 2017, 69 mil casos da doença foram
registrados no Brasil – incluindo 7.677 entre a população carcerária.

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