Jair Sampaio - Proprietários de carros que revendem água potável utilizando caixas
de reúso, fazem protesto contra a ação da vigilância sanitária em Caicó
que começa a cobrar a mudança dos vasilhames por caixas azuis e
inspecionadas pelo órgão. “Essas caixas são usadas aqui em Caicó há mais de 30 anos, e só
porque agora descobriram isso? É muito estranho, concorda? Nós
acreditamos que tem gente grande por trás. Olha, muitos empresários
compraram caminhões-pipas e não ganharam dinheiro, porque tem que
colocar um motorista e um ajudante, já nós, com as caixinhas brancas,
trabalhamos sozinhos e facilitamos a entrada da água, tão essencial
nesse momento em Caicó”, desabafa Willian, um dos afetados com a medida
da vigilância.
Um outro pipeiro desabafa: “Com essa medida a água vai custar mais de
R$ 40,00 mil litros, escrevam o que estou dizendo, isso é uma jogada
dos grandes para ganharem dinheiro fácil. Nós e a população vamos ficar
no prejuízo porque a Caern não tem como atender a demanda, falta água
para as adutoras. Só quem pode comprar as caixas que a vigilância quer
são os ricos, os pobres não podem chegar nem perto”, conclui. Para Rouse Medeiros, Fiscal de Vigilância Sanitária (IV URSAP –
Unidade Regional de Saúde Pública), o uso das caixas brancas é indevido.
Sabe-se que o material é poroso e muitas destas foram usadas no
transporte de solução de bateria e outros reagentes químicos, inclusive
esta versão é confirmada pelos próprios motoristas que se dizem
afetados.

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