G1 RN - Parlamentar tem condenação de 5 anos e oito meses no regime semiaberto e pôde optar entre dormir em cadeia ou usar tornozeleira. Lisboa foi condenado para cumprimento inicialmente no regime semiaberto. (Foto: ALRN)
O deputado estadual Dison Lisboa(PSD), deixou a prisão na tarde desta
terça-feira(04), após receber uma tornozeleira eletrônica fornecida
pela Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania. O parlamentar estava
preso desde a madrugada do sábado (1º), no Comando Geral da Polícia
Militar, em Natal. Após passa por exame de corpo delito, foi liberado. Dison Lisboa tem condenação de cinco anos e oito meses por
apropriação de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito
próprio ou alheio, quando era prefeito de Goianinha.
Ele afirma que está "pagando um preço elevado e desproporcional aos fatos". O mandado de prisão contra ele tinha sido expedido
pela juíza Ana Karina de Carvalho Costa Carlos da Silva, da comarca de
Goianinha, que publicou decisão para o imediato cumprimento da pena
imposta ao parlamentar.
De acordo com a condenação, Dison Lisboa deve cumprir sua pena em
regime semiaberto, no qual teria que dormir em unidade prisonal. No
entanto, o juiz Henrique Baltazar, da Execuções Penais em Natal,
informou que o parlamentar poderia escolher entre dormir em uma cadeia que abrigasse presos do semiaberto ou usar tornozeleira. "Temos uma portaria aqui em Natal que define que o preso do semiaberto,
como é o caso dele, pode escolher se quer ser recolhido no presídio
toda noite ou usar tornozeleira eletrônica", declarou o magistrado. A
portaria citada pelo juiz é a 02/2016, publicada em fevereiro do ano
passado. "Isso é válido para todos, não apenas para ele", acrescentou.
Ainda de acordo com Baltazar, o deputado estadual ainda recorre da
decisão nas instâncias superiores da Justiça e, por isso, pode continuar
exercendo o mandato enquanto o caso não for transitado em julgado. Porém, a procuradoria eleitoral do Rio Grande do Norte também recebeu a
decisão da Comarca de Goianinha pela prisão do deputado e poderá pedir a
cassação do mandato parlamentar ao Tribunal Regional Eleitoral.
Em nota enviada à imprensa, na tarde desta terça-feira, o deputado
Dison afirma que está "pagando um preço elevado e desproporcional ao
fato". Ele fala ainda sobre as acusações que sofreu, quando era prefeito
de Goianinha, que resultaram na condenação."Dos recursos arrecadados, em média de R$ 1.200,00 por semana, parte
entrava na conta da Prefeitura e outra parte (cerca de R$ 600,00) era
destinada a benfeitorias na feira e a ações sociais de apoio à
população. Estes recursos eram investidos na lavagem da rua, pagamento
de fiscais e coordenadores, materiais limpeza do mercado público e
matadouro e insumos para pequenos reparos. Também eram transformados em
ajuda a pessoas carentes, para pagamentos de contas de água, luz, gás e
aluguéis sociais", destacou.
Dison completa ainda que: "Tudo o que era gasto era comprovado. Havia
prestação de contas. Porém, estes documentos foram furtados da
Prefeitura. Tanto que há um inquérito em andamento, aberto desde 2005,
para investigar este caso, fato que parece ter sido desconsiderado pela
Justiça.
Ainda assim, voluntariamente, eu fiz a restituição dos valores
questionados na ação. E fui inocentado em processo que tramitava na
esfera cível (improbidade). A ação inclusive já foi extinta". No entanto, o parlamentar lembra que continua se defendendo no processo
que tramita na esfera penal, onde, de acordo com ele, "por erro formal,
não foi incluído o comprovante de depósito da restituição dos valores
que fiz".
Por fim, Dison Lisboa afirma: "Tenho consciência que estou pagando um
preço elevado e desproporcional ao fato. Até porque ainda encontram-se
pendentes de julgamento recursos junto ao STF (Supremo Tribunal Federal)
e STJ (Superior Tribunal de Justiça). Também já solicitamos ao Tribunal
de Justiça do RN para que faça valer nosso direito de recorrer em
liberdade".

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