G1 Nordeste - A Serra da Quixaba, na Bahia fica próxima de Sento Sé, uma cidade que
fica às margens do rio São Francisco. É nesta serra que há dois meses
foi descoberta uma jazida de ametista, que mudou totalmente a vida dos
moradores e de pessoas que foram para o local em busca de enriquecer com
o garimpo da pedra.
A pedra ametista
Ninguém sabe ainda a quem pertence a terra onde está o garimpo. O
DNPN (Departamento Nacional de Produção Mineral) começou um estudo para
regularizar a situação. Já são 8 mil pessoas vivendo em acampamentos
improvisados no local. Donos de restaurantes, comerciantes, ferreiros,
todos foram atrás do dinheiro dos garimpeiros.
Comércio inflacionado
O local não atraiu somente garimpeiros, mas vendedores que estão ganhando a vida vendendo produtos para quem quer viver do garimpo.
Garimpeiros vivem em acampamentos
O supermercado local vendeu R$ 100 mil a mais em um mês. Um dos
produtos mais procurados foi uma picareta para extrair as pedras. Um
vendedor que se instalou no alto da serra chega a vender R$ 1.000 em um
dia de produtos somo sapatos, linguiça e outros artigos. Até o serviço
de entrega de água no alto da serra está inflacionado. Um carregador
cobra R$ 70 pela entrega do galão.
O garimpo local também já atraiu atraiu estrangeiros. Chineses e indianos que passam o dia negociando o valor das pedras.
Seu Chico, de 74 anos, largou tudo para tentar asorte extraindo pedras
Agricultor de 74 anos larga tudo.
Seu Chico, um agricultor de 74 anos, é um dos aventureiros que estão deixando para trás emprego e família para tentar a sorte no garimpo. Há mais de um mês ele deixou a lavoura e passa seis horas por dia cavando a terra. Em quarenta dias de garimpo, ele ainda não encontrou a pedra que gostaria.
Não é muito seguro passar o dia dentro das escavações. Há cortes,
como são chamadas as escavações, de até dez metros abaixo da terra. Ali,
jovens garimpeiros convivem o tempo inteiro com o medo e o risco de
ficar soterrado.

0 comments :
Postar um comentário