O
senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF)
permissão para manter contato com a irmã, Andrea Neves, que foi
libertada na semana passada por decisão da Primeira Turma da Corte. Entre as medidas cautelares
estabelecidas em substituição à prisão preventiva em regime fechado,
Andrea foi posta em prisão domiciliar e ficou proibida de entrar em
contato com qualquer um dos outros investigados no processo, incluindo
Aécio.
“A proibição de irmãos se comunicarem,
especialmente no atual estágio do feito — já foi oferecida denúncia,
inexistindo qualquer risco às investigações —, além de não se mostrar
mais necessária, termina por violar direito natural do contato familiar,
implicando em ofensa à própria dignidade da pessoa humana, princípio
matriz da Constituição Federal”, escreveram os advogados de Aécio na
petição protocolada na noite de ontem (27).
Além de Aécio e Andrea, são investigados
no mesmo processo o primo do senador, Frederico Pacheco, e Mendherson
Souza, ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). Todos foram
denunciados por envolvimento em corrupção passiva, em decorrência da
delação premiada de executivos da empresa JBS.

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