Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram apresentados
na manhã desta quinta-feira (4) ao protótipo da nova urna eletrônica,
criada para se adaptar ao voto impresso. A determinação de imprimir o
voto é da nova legislação aprovada pelo Congresso Nacional ((Lei nº
13.165/2015) e prevê a mudança a partir das Eleições 2018. A estimativa é
de que 35 mil urnas desse novo modelo sejam utilizadas em todo o país
já no próximo pleito.
De acordo com o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, a Justiça
Eleitoral precisou se adequar à imposição da legislação e, por essa
razão, desenvolveu um modelo mais moderno que também atenda às
necessidades do futuro, uma vez que a urna eletrônica já tem 20 anos e
precisa de constantes modificações.
Ele também falou sobre o custo dessa mudança e a necessidade de
ampliação gradual do projeto: “se fossemos substituir todas as nossas
urnas pelas novas, seria algo em torno de R$ 2 bilhões. Num momento de
entressafra em termos orçamentários, isso não é ideal”.
Críticas ao novo modelo
Para o ministro Luiz Roberto Barroso, o voto impresso é um
retrocesso. “O sistema se tornou seguro suficiente e acho que o voto
impresso pode trazer dificuldades inclusive de eventual confronto entre o
voto eletrônico e o voto impresso", diz. "Na vida, a gente deve trabalhar para minimizar o risco de problemas e
não para aumentá-los. A sabedoria não é vencer os problemas, mas
evitá-los quando possível”.

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