Um cafajeste da gangue de Sérgio Cabral compôs um verbete lapidar do
dicionário do diabo da roubança institucionalizada, soube-se na semana
que passou. “Meu chapa… Podemos passar pouco tempo na cadeia… Mas nossas
putarias têm que continuar”, escreveu esse Sérgio Côrtes, ex-secretário
de Saúde (!) do Rio, para um comparsa.
Um tempo na cadeia, a evasão de parte do roubo confesso e planos de
continuar no crime não são considerações estratégicas apenas desse
sujeito, Côrtes, como tem sido possível perceber pelo descobrimento da
história da corrupção neste século. Para muito político, servidor,
empresário e executivo, ser flagrado ou preso parece apenas um momento
ruim e reversível dos negócios.

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