Por: Carlos Brickmann - Este blogueiro discorda de uma das principais reivindicações da
oposição: a que rejeita modificações na Previdência e exige uma
aposentadoria mais justa. Aposentadoria mais justa, acha o colunista,
seria uma pensão equivalente ao último salário recebido na ativa, mais
uma porcentagem que compense o aumento inevitável de gastos dos idosos.
O problema é que não há dinheiro para
isso. A questão sai da esfera da justiça e passa ao setor a que
efetivamente pertence, o econômico. Há dois tipos de aposentadoria: o
que usamos, de repartição simples (quem trabalha paga, e os aposentados
recebem. Cada geração paga a aposentadoria da anterior); e o de
capitalização (o desconto de cada assalariado vai para uma conta em seu
nome e é investido. Como num fundo de pensão, os rendimentos são somados
ao capital. Na aposentadoria, o cidadão passa a receber parcelas de
seus investimentos).
Cada sistema tem virtudes e defeitos.
Ambos são limitados pelo comportamento da economia. Ambos podem ser bem
ou mal geridos. Na capitalização, os aposentados recebem mais, ou menos,
conforme a gestão. No nosso caso, quem cobre os buracos é o Tesouro, e
surgem as reformas para que a Previdência sobreviva. No Governo Fernando
Henrique, houve o fator previdenciário; agora, é o aumento do tempo de
contribuição para se aposentar. Nos dois casos, não se fala em justiça.
Nos dois casos, a correia sai do couro. Do aposentado.

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