O
WhatsApp se transforma em um vetor de ataques digitais cada vez mais
usado pelo cibercrime. Um novo golpe detectado pela empresa de segurança
PSafe atingiu 300 mil brasileiros em apenas 24 horas. Para atingir
tantas pessoas, bastou prometer um ovo de Páscoa grátis.
Infelizmente,
esse tipo de ataque já se tornou comum. A pessoa recebe uma mensagem de
alguém conhecido (e possivelmente infectado) com orientações sobre uma
suposta promoção; ao clicar no link, o usuário é convidado a preencher
um questionário falso, compartilhar o link com amigos e fornecer
informações pessoais que possam causar prejuízo financeiro, podendo
cadastrar o número de celular em serviços pagos de SMS, ou baixar
aplicativos maliciosos que deixam o celular vulnerável.
No
caso do golpe do ovo de Páscoa, o esquema envolve a promessa de que as
lojas da marca Kopenhagen estão distribuindo um Ovo Língua de Gato para
quem participasse da promoção. Obviamente, não é verdade. O
pior problema desse tipo de ataque é que ele alcança rapidamente um
público muito grande. São mais de 100 milhões de brasileiros no
WhatsApp, e muitos deles não têm familiaridade com tecnologia para
perceber quando estão sendo vítimas de um ataque.
A
situação piora porque a mensagem normalmente vem de alguém conhecido,
muitas vezes amigo ou parente, então já há uma relação de confiança
prévia que facilita ainda mais a infecção. No caso do golpe do ovo de
Páscoa, a mensagem pode incluir até mesmo um “acabei de receber o meu”,
que passa uma pessoalidade que pode enganar os mais inocentes.
Infelizmente,
esse tipo de ataque depende muito do bom senso do usuário e experiência
que muitos não têm ao lidar com tecnologia. É sempre bom ficar atento
com URLs estranhas que chegam com a promessa de alguma recompensa
tentadora. Via de regra, empresas não gostam de distribuir gratuitamente
seus produtos, especialmente algo tão caro quanto um ovo de Páscoa de
uma marca grande, então o desconfiômetro é sempre a melhor pedida.



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