O Globo - A colaboração de pessoas que privavam da intimidade do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva levou a Operação Lava-Jato a fechar o cerco
contra ele. Nas últimas duas semanas, os depoimentos em vídeo de Emílio
Odebrecht e Léo Pinheiro (OAS), dois empresários muito próximos a Lula,
agravaram as denúncias contra o petista, e o marqueteiro João Santana,
responsável por sua imagem pública desde o escândalo do mensalão, também
fechou acordo de delação premiada. A situação pode piorar se o
ex-ministro Antonio Palocci confirmar o aceno que fez ao juiz Sérgio
Moro, colocando-se à disposição para colaborar e dar “mais um ano de
trabalho” para os investigadores.
Após mais de três anos de Lava-Jato, Lula já é réu em cinco ações
penais, e a nova leva de delações que o envolve agrava sua situação
porque esses delatores fecham algumas pontas soltas de histórias sob
apuração. Depois desses depoimentos, a defesa do ex-presidente subiu o
tom, estendendo o enfrentamento aos demais procuradores e reforçando as
baterias junto a outras instâncias.

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