Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, criaram o primeiro
rim artificial biônico, capaz de realizar com perfeição o mesmo
trabalho que sua contraparte natural e saudável. A ideia dos
pesquisadores é que o dispositivo seja lançado ainda este ano, para que
possa suprir parte da alta demanda de transplantes de órgãos.
Por ser feito a partir de células renais, o aparelho tem menos de 1% de
chance de rejeição, podendo ser implantado em pacientes com doenças
renais a fim de liberá-los do fardo causado pela hemodiálise.
A hemodiálise em si é um procedimento que precisa que o paciente vá até o
hospital para utilizar uma máquina que limpará e filtrará seu sangue,
fazendo parte do trabalho que pertenceria ao rim agora doente. O
procedimento ajuda a liberar do corpo resíduos prejudiciais à saúde, que
incluem excesso de sal e líquidos. Ser dependente do procedimento é um
fardo para as pessoas, que, na maioria das vezes, também estão na fila à
espera de um órgão.
O rim biônico, por outro lado, é considerado um híbrido, uma vez que é
feito a partir de filtros de carboneto de silício e células vivas. O
aparelho, que tem o tamanho de um rim normal, funciona por meio de
microchips e com a ajuda do coração, filtrando os resíduos da corrente
sanguínea, regulando a pressão arterial e equilibrando os níveis de
potássio e sódio no corpo.
O primeiro transplante do modelo biônico poderá ser realizado ainda esse
ano, de acordo com os pesquisadores. “Este projeto cria uma solução
permanente para o problema de escassez de transplantes de órgãos”, disse
William Fissell, autor do projeto. “Estamos trabalhando para aumentar
as opções das pessoas com doença renal crônica, que de outra forma
seriam forçadas à diálise”.
[Fonte]

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