Elas ainda são minoria, mas já conquistaram
o respeito e a admiração de companheiros de trilhas. As mulheres
marcarão presença no 19º Rally RN 1500, deixando a prova ainda mais
competitiva e emocionante, mostrando de lugar de mulher é onde ela
quiser, mas se for no rali, ainda melhor.
A navegadora Joseane Koerich,
na categoria Carros, e a piloto Moara Sacilotti, na Motos, entre outras,
são dois exemplos de mulheres que meteram as caras e invadiram o mundo
predominante masculino. Com competência e sem medo de cara feia,
espantaram a estereótipo de “Penélope Charmosa”, entrando para vencer as
provas e o preconceito.
A paulista Moara Sacilotti escolheu a moto como esporte e já se vão
30 anos desde o primeiro contato. Neste período, já acumulou os títulos
de vice-campeã mundial de Rally (2013), tricampeã brasileira de Rally
(2014), e duas conquistas no Rally RN 1500. Aos 18 anos, ela participou
do Rally dos Sertões como a primeira mulher e teve de vencer os
desafios da prova e, principalmente, o descrédito.
“Foi um marco, pois muito gente não acreditava. Depois de completar a
prova, as coisas mudaram, mas ainda sinto que há um preconceito
velado”, explica a piloto, de 37 anos. “Fiz amigos ao longo desse tempo e
isso melhorou a situação, mas ainda sei que falam nos bastidores quando
erro. Com a experiência, passei a não ligar mais para isso e encarar
numa boa”, completa.
Ela diz entender a reação dos homens. “Sei que eles não querem perder
para uma mulher. Por isso, ninguém jamais facilita. Não posso negar,
entretanto, que há muito respeito e um certo cuidado por parte de muitos
deles”, afirma.
No 19º Rally RN 1500, Moara quer vencer. “Já fui campeã duas vezes e
quero repetir isso. Trata-se de um rali muito duro, com navegação
complicada, mas com um clima muito legal, por isso atrai tanta gente”,
completa.

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