O ex-presidente petista, segundo ele, recebeu propina para facilitar contrato com a Petrobras.
O personagem que estampa a capa desta edição de ISTOÉ chama-se
Davincci Lourenço de Almeida. Entre 2011 e 2012, ele privou da
intimidade da cúpula de uma das maiores empreiteiras do País, a Camargo
Corrêa.
Participou de reuniões com a presença do então presidente da
construtora, Dalton Avancini, acompanhou de perto o cotidiano da família
no resort da empresa em Itirapina (SP) e chegou até fixar residência na
fazenda da empreiteira situada no interior paulista.
A estreitíssima
relação fez com que Davincci, um químico sem formação superior, fosse
destacado por diretores da Camargo para missões especiais. Em entrevista à ISTOÉ, concedida na última semana, Davincci Lourenço
de Almeida narrou a mais delicada das tarefas as quais ficou encarregado
de assumir em nome de acionistas da Camargo Corrêa: o transporte de uma
mala de dinheiro destinada ao ex-presidente Lula. “Levei uma mala de
dólares para Lula”, afirmou à ISTOÉ. É a primeira vez que uma testemunha
ligada à empreiteira reconhece ter servido de ponte para pagamento de
propina ao ex-presidente.

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