
Hypescience - O Hospital de St Joseph, em Syracuse, EUA, atestou o falecimento de uma
mulher e, com a permissão da família, uma equipe de médicos se preparava
para a cirurgia de retirada de seus órgãos para a doação. Foi aí que,
na mesa de operação, cercada de médicos e funcionários do hospital, a
mulher abriu os olhos. Ela estava viva. Colleen Burns havia tido uma
overdose causada pela mistura de remédios Xanax, Benadryl e relaxantes
musculares vários dias antes. A combinação de drogas fez com que Colleen
entrasse em coma profundo, que foi interpretado pelos médicos do
hospital como morte cerebral.
A equipe do local notificou a família Burns e começou a se preparar para
a remoção de seus órgãos, de acordo com documento obtido por jornais
locais. No entanto, houve alguns avisos de que Colleen não estava
realmente morta antes de ela despertar na mesa de cirurgia: um dia antes
da data prevista para a operação, uma enfermeira realizou um teste de
reflexo no pé da paciente. Os dedos de Colleen se fecharam, como já
relatamos antes em outro caso similar. Ela também parecia estar
respirando por conta própria, sem a ajuda de aparelhos. “Os mortos não
mexem seus dedos”, disse Charles Wetli, patologista forense de fama
nacional dos Estados Unidos.
“E eles não lutam contra
o respirador e querem respirar por conta própria”. A enfermeira teria
avisado os médicos, mas foi ignorada. O departamento de saúde do estado
encontrou vários outros descuidos da equipe do hospital, incluindo a
falta de exames cerebrais adequados, além de, claro, o pequeno problema
de os médicos terem ignorado o relato da enfermeira de que Colleen não
estava realmente morta. Quando a paciente acordou na sala de cirurgia,
os médicos perceberam que ela não tinha sofrido “morte cerebral”, como
inicialmente determinado. “A equipe inteira ficou chocada”, contou a mãe
de Colleen Burns, Lucille Kuss. “Foi uma grande surpresa para eles
também”.
Lucille ainda disse que
os médicos não lhe deram nenhuma explicação de como um erro tão grande e
primário pôde acontecer. O hospital acabou sendo multado em 6 mil
dólares (cerca de R$ 12 mil) pelo incidente e criticado por instituições
médicas de todo o país por não levantar nenhum tipo de inquérito
interno até depois que o Estado iniciou uma investigação oficial. O
hospital também recebeu ordens para contratar um neurologista a fim de
treinar seus funcionários para que a equipe inteira saiba como
diagnosticar com precisão um caso de morte cerebral. Infelizmente,
Colleen Burns cometeu suicídio um ano e 4 meses após o incidente. “Ela
estava tão deprimida que isso realmente não fez nenhuma diferença”,
disse sua mãe.

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