Foto: Felipe Coelho / Bahia Notícias
Por Rebeca Menezes - O
avião presidencial da Guiné Equatorial foi visto na pista do Aeroporto
Internacional de Salvador nesta sexta-feira (24). O registro foi feito
por um leitor do Bahia Notícias, apesar de não haver informações sobre a
eventual visita do presidente, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, nem de
seu filho, o vice-presidente Teodorin Nguema Obiang Mangue.
Sob a
ditadura de Teodoro há 39 anos, a Guiné Equatorial tem uma história de
anos com a Bahia – assim como de polêmicas. Em 2013, os africanos
patrocinaram o bloco afro Ilê Aiyê (veja aqui),
que teve como tema: "Guiné Equatorial - da herança pré-colonial a
geração atual", uma homenagem ao país africano e sua influência na
cultura brasileira. Na época, Teodorin deu grandes festas privadas em
Salvador e foi fotografado com autoridades como o prefeito de Salvador,
ACM Neto (DEM), e o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) – atual
secretário de Governo do presidente Michel Temer.
Às vésperas de sua
volta para a Guiné, contudo, o vice-presidente teve um mandado de prisão
expedido pela Justiça francesa, sob acusação de lavagem de dinheiro e
desvio de recursos públicos estrangeiros (entenda aqui).
Além disso, os governantes foram acusados de investir milhões no
carnaval brasileiro – tanto no Ilê quanto na escola de samba Beija-Flor,
do Rio de Janeiro, em 2015 (leia mais aqui) – enquanto a população vive na miséria.
O Índice de Desenvolvimento Humano da Guiné Equatorial está entre os
mais baixos do mundo, além de ter uma das ditaduras mais longas da
atualidade. Mesmo assim, tanto o bloco baiano quanto o fluminense não
citaram os lados negativos do país durante as homenagens. Mas a
história dos ditadores não está ligada só ao Carnaval de Salvador. De
acordo com a revista Época, Teodorin é “apaixonado” pela Bahia,
principalmente pela praia de Interlagos, na Região Metropolitana da
capital (leia mais aqui).

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