Estadão - O governo
federal pretende retomar em um prazo de 90 a 120 dias cerca 1.100 obras
paralisadas, como creches, postos de saúde, escolas e aeroportos. O
anúncio foi feito pelo presidente Michel Temer, na abertura de reunião
com ministros para discutir o assunto. De acordo com o presidente, as
obras selecionadas estão em 1.071 municípios em todos os Estados e no
Distrito Federal, o que poderá gerar até 45 mil empregos. A lista com
todas as obras paradas totaliza 1.600 empreendimentos, que custarão R$
2,073 bilhões ao governo.
O
presidente disse ainda que as obras foram pautada por critério de
transparência e inauguram o chamado governo digital, em que a sociedade
poderá acompanhar o andamento das obras pelo aplicativo “Desenvolve,
Brasil”. Temer ressaltou ainda a aprovação de projetos pelo Congresso
Nacional, como o que institui um teto para os gastos, aprovado pela
Câmara dos Deputados, e disse que o governo enviará outros projetos. “Um
dos nossos lemas é reformar para crescer e atingiremos o crescimento
por meio do diálogo e das reformas que vamos fazer”, afirmou.
Apesar de
tentar criar uma agenda positiva, o levantamento das obras inacabadas
está com o cronograma atrasado. No fim de julho, o ministro do
Planejamento, Dyogo Oliveira, disse após reunião com Temer que em 30
dias o governo já teria essa listagem com as obras que seriam
priorizadas. O pleito principal é dos senadores, mas as obras também
atendem deputados da base aliada. O governo pretende retomar e concluir
obras de infraestrutura que tenham demanda de recursos entre R$ 500 mil e
R$ 10 milhões. De acordo com Temer, futuramente serão incluídas obras
de maior valor.
Participam
da reunião os ministros Dyogo Oliveira (Planejamento), Bruno Araújo
(Cidades), Eliseu Padilha (Casa Civil), Helder Barbalho (Integração
Nacional), Leonardo Picciani (Esporte), Marcelo Caleio (Cultura),
Maurício Quintella (Transportes), Ricardo Barros (Saúde) e Henrique
Meirelles (Fazenda), que chegou atrasado.

0 comments :
Postar um comentário