Prateleiras de leite em supermercado no Catumbi – Pedro Kirilos/Agência O Globo.
O Globo - A cesta
básica pesquisada mensalmente pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) recuou em 14 cidades
pesquisadas no mês passado, enquanto em outras 13 houve aumento. De
janeiro a outubro, porém, todas as cidades acumularam alta. E para que
uma família de quatro pessoas pudesse se manter por um mês, de acordo
com contas feitas pelo órgão, o salário mínimo deveria ser de R$
4.016,27 — 4,56 vezes o piso nacional em vigor, de R$ 880.
Para
chegar aos mais de R$ 4 mil mensais para uma família de quatro pessoas, o
Dieese usa como base a cesta básica mais cara do país, encontrada em
Porto Alegre, ao valor de R$ 487,07. Além disso, leva em consideração a
determinação da Constituição de que o salário mínimo deve ser suficiente
para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com
alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte,
lazer e previdência. O valor de outubro é superior aos R$ 4.013,08
necessários em setembro, também de acordo com o órgão.
Segundo os
dados levantados pelo Dieese, Florianópolis (5,85%), Vitória (3,19%),
Porto Velho (2,18%) e Maceió (2,12%) foram as capitais que registraram
as maiores altas na cesta básica em outubro. Por outro lado, os recuos
mais significativos ocorreram em Brasília (-5,44%), Teresina (-1,77%),
Palmas (-1,76%) e Salvador (-1,66%).
Porto
Alegre ficou com a cesta mais cara de outubro (R$ 478,07). Em seguida
aparecem Florianópolis (R$ 475,32) e São Paulo (R$ 469,55). Já as mais
baratas foram encontradas em Natal (R$ 366,90) e Recife (R$ 373,66). No
Rio de Janeiro, o custo da cesta básica em outubro foi de R$ 456,44,
alta de 1,08%.
No
acumulado no ano, as altas mais expressivas foram identificadas em
Maceió (24,25%), Aracaju (23,69%), Rio Branco (21,99%) e Fortaleza
(21,21%) enquanto os menores aumentos aconteceram em Brasília (9,58%),
Curitiba (10,52%) e Macapá (10,99%).

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