Da Agência CNJ de Notícias - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
condenou hoje (8) a juíza Olga Regina de Souza Santiago, do Tribunal de
Justiça da Bahia (TJBA), à pena de aposentadoria compulsória, punição
máxima prevista na Lei Orgânica da Magistratura. Interceptações
telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF) constataram que a
magistrada baiana mantinha envolvimento e trocava favores com o
narcotraficante Gustavo Duran Bautista, líder de um grupo criminoso
especializado na exportação de cocaína da América do Sul para a Europa.
A decisão foi unânime no processo
administrativo disciplinar que tramitava no CNJ desde 2013. Além da
punição disciplinar, a juíza Olga Regina de Souza Santiago também
responde, no TJBA, a uma ação penal em que é acusada diversos crimes,
entre eles corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Em uma das interceptações telefônicas captadas pela PF em meio à Operação São Francisco, a juíza agradece a Bautista por um presente recebido. “Obrigada pelas uvas, estavam maravilhosas.”
Império
De acordo com o CNJ, investigações realizadas no Brasil indicam que Bautista, empresário especializado na exportação de frutas, é proprietário de mais de cinco fazendas no Brasil e no exterior, e montou um verdadeiro império com a renda do narcotráfico. Na Europa, o traficante é proprietário de empresas de importação e exportação que eram utilizadas como destinatárias da droga enviada ao continente.
Para Campelo, a juíza teve conduta incompatível com o cargo. “As condutas apuradas mostram-se absolutamente incompatíveis com a dignidade, a honra e o decoro das funções de magistrada, o que gera descrédito não só em sua atuação funcional, como também refletem de forma a macular a imagem de toda a magistratura.”

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