A pesquisa aponta que as barreiras socioculturais interferem na prevenção à saúde e que, em muitos casos, os homens pensam que não ficam doentes ou têm medo de descobrir alguma alteração no organismo. De acordo com o relatório, uma das respostas mais comuns entre os homens (55%) é que não buscaram os serviços de saúde porque nunca precisaram. Essa falta de cuidado, segundo a pasta, esconde uma crescente consequência: eles morrem mais cedo que as mulheres e de doenças que poderiam ser prevenidas, como acidentes vasculares, infartos, câncer e doenças do aparelho digestivo.
Apesar dos homens morrerem mais por ações externas, como acidentes de trânsito e violência, algumas doenças matam tanto quanto, como doenças do aparelho circulatório, neoplasias e aparelho digestivo. O que você provavelmente não sabe é que algumas dessas doenças podem causar a disfunção erétil ou a ejaculação precoce.
Por mais que na maioria das vezes os
problemas de ereção estejam relacionados a fatores psicológicos, muitas
doenças, como a diabetes e a pressão arterial, podem afetar a saúde
sexual do homem.
O urologista Aguinaldo Nardi, ex-presidente da Sociedade Brasileira de
Urologia e diretor da Clínica Integra e Fertility, em Bauru (SP), disse
em uma entrevista para a revista Veja que, ao contrário da mulher, os
homens ainda não incorporaram a prevenção e os cuidados com a saúde em
seu dia a dia: “Eles se consideram indestrutíveis e por isso não aceitam
sua própria fragilidade”.
O Dr. Jairo Bouer reforça os dados da pesquisa apontando a sua própria
experiência: “O homem ainda tem muita dificuldade para procurar o médio
para falar da sua saúde sexual. Na verdade, o homem tem dificuldades em
procurar qualquer médico”.
Para ele, os principais problemas de saúde
que podem interferir na ereção são: diabetes não controlada, pressão
arterial não controlada, uso excessivo de álcool e cigarro. Qualquer
problema que interfira no fluxo de sangue também pode causar a disfunção
erétil, como acumulo de gordura, obesidade, problema nos nervos e
disfunção hormonal.
Porém, entre os homens mais jovens e sem nenhuma das doenças listadas
acima, problemas de ereção podem estar relacionados a fatores
psicológicos, como ansiedade e depressão.
Por isso, Jairo Bouer recomenda que você procure primeiramente um
urologista e, se tudo estiver bem com a sua saúde, o próximo passo é
partir para um terapeuta ou psicólogo.
Para o Dr. Aguinaldo Nardi, o principal
ponto fraco do homem no trato da saúde é: “imaginar ser o sexo forte”.
Não há problema algum em realizar um tratamento com um psicólogo ou
psiquiatra. Cuidar da mente não é algo vergonhoso ou embaraçoso e esse
simples gesto pode mudar completamente a sua vida.
Em homens mais velhos, a disfunção erétil
pode ser uma consequência de problemas mais sérios de saúde. As
estatísticas apontam que 50% dos homens acima dos 40 anos sofre de
problemas de ereção em graus diferentes. A situação se agrava com o
passar do tempo. Aos 40 anos, pelo menos 5% dos homens não conseguem ter
ereção. Já aos 70 anos, essa porcentagem sobre para 15%.
Os principais fatores de risco para a impotência sexual são, como já
falamos, doenças cardiovasculares, tabagismo, vida sedentária e
obesidade.
Mas, muitas vezes, a disfunção erétil é um sintoma que
antecede uma doença coronariana. O Dr. Aguinaldo Nardi explica: “Isso
porque a artéria que irriga o pênis tem um terço do calibre da coronária
(a artéria do coração). Então, se a coronária está por entupir, a do
pênis pode entupir antes. Por isso, homens que têm disfunção erétil
devem procurar um médio porque isso pode ser indicativo de um problema
ainda mais grave”.
E se você pensa em recorrer aos medicamentos específicos para controlar a
ereção, é melhor pensar de novo: “Os remédios para disfunção erétil
podem ser fatais para homens com problemas de angina e que utilizam
nitritos ou nitratos. Para eles, o medicamento pode levar a uma redução
abrupta da frequência cardíaca. Então, antes de qualquer tratamento
medicamentoso, é fundamental haver uma avaliação médica adequada”,
reforça o Dr. Nardi.

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