Foto: Reprodução / Daily Mail
De
acordo com a ONU, estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas consumam
insetos normalmente, e isso inclui refeições feitas com gafanhotos,
bichos-da-farinha, larvas-de-búfalo, grilos e minhocas. Ainda, eles
consideram que mais de 1.900 espécies de insetos são consideradas
comestíveis. Estudo anteriores já haviam documentado que os insetos
possuem muita proteína. No entanto, a pesquisa mais recente ofereceu
novos insights sobre como podemos preencher as lacunas dos nutrientes
que comumente encontramos na carne.
Liderados pela pesquisadora Yemisi Latundê-Dada, os cientistas visavam
encontrar novas fontes alternativas para o ferro, um nutriente
especialmente importante que muitas vezes está ausente nas dietas,
causando anemia, problemas de cognição, de imunidade e mau prognóstico
de gravidez.
Basicamente, os grilos apresentaram a maior taxa de ferro, além de o
nutriente ser melhor absorvido do que o proveniente da carne bovina.
Também, minerais como o cálcio, cobre e zinco – encontrados em altas
quantidades em gafanhotos, grilos e bichos-da-farinha – mostraram melhor
absorção quando comparados aos da carne. Segundo Latundê-Dada, os
resultados apoiam a ideia de que comer insetos poderia ajudar a atender
as necessidades nutricionais de populações em todo o mundo.
Para muitas culturas tal ideia pode não soar inovadora, como na
Tailândia, por exemplo, onde uma comida chamada jing leed – uma porção
de grilos fritos com molho de soja – é muito popular. Já no México, há
as chicatanas – uma iguaria feita de formigas acompanhadas de uma fatia
de limão. Os japoneses, por outro lado, costumam consumir cigarras
fritas e pupas de bicho-da-seda, enquanto que em regiões do Brasil e da
China, as formigas também são usadas como petiscos.
[Fonte]

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