Divulgação
Tribuna do Ceara - O número de
jovens que engravida ainda na adolescência cresce constantemente no
Ceará. De acordo com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, três
a cada dez grávidas no estado são adolescentes. Entre meninas da faixa
etária de 10 a 19 anos no ano passado, foram quase 26 mil bebês nascidos
vivos.
Em
entrevista à Rádio Tribuna Bandnews FM, a professora de ginecologia e
obstetrícia da UFC, Zenilda Bruno, atribui a incidência de gravidez na
adolescência pelo uso incorreto de métodos contraceptivos.
“A gente
acredita que todo mundo hoje tenha acesso à informação, mas não é muito
verdadeiro isso. Porque, muitas vezes, as pessoas sabem informações
erradas, ou seja, usa anticoncepcional só no dia que vai ter relações
sexuais ou não usa a camisinha como deveria desde o início da atividade
sexual. Então, essas são algumas das informações erradas que elas têm
acesso”, explicou.
Aos 16 anos de idade, a estudante Tamires Amaral já está grávida há sete
meses. Segundo ela, apesar de ter sido orientada de como poderia evitar
a gravidez, ela confirma que não se preveniu como deveria. Hoje, está
ciente das mudanças que estão por vir com a chegada do bebê.
“Realmente não foi planejado, mas aconteceu, e eu sabia de todos os
métodos que podia prevenir. Agora, vejo as mudanças que estão por vir,
mudanças no meu corpo, mudanças na minha vida. Agora, tenho uma
responsabilidade a mais”, destacou.
Campanha
Para evitar a gravidez não planejada, começa em setembro a distribuição de um implante anticoncepcional em hospitais e unidades básicas de saúde de Fortaleza. A coordenadora do Núcleo da Mulher da Secretaria de Saúde, Silvana Leite, explica como funciona o método. “Ele não tem que ser tomado diariamente. Geralmente, as adolescentes costumam esquecer a pílula. É um procedimento simples e tem a durabilidade de três anos”, contou à Silvana.
Para evitar a gravidez não planejada, começa em setembro a distribuição de um implante anticoncepcional em hospitais e unidades básicas de saúde de Fortaleza. A coordenadora do Núcleo da Mulher da Secretaria de Saúde, Silvana Leite, explica como funciona o método. “Ele não tem que ser tomado diariamente. Geralmente, as adolescentes costumam esquecer a pílula. É um procedimento simples e tem a durabilidade de três anos”, contou à Silvana.
Além das unidades básicas de saúde de Fortaleza, o método passa a ser
adotado no Hospital Geral César Cals, no Hospital Geral de Fortaleza e
na Maternidade Escola Assis Chateaubriand.

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