A 1ª turma do STF julgará, na próxima terça-feira (30), a queixa-crime
do ex-técnico da seleção Brasileira Dunga contra o também ex-jogador
Romário. O gaúcho alega que, em entrevista a um jornal italiano, em
setembro de 2015, Romário teria ofendido sua honra ao sugerir que o
técnico que estaria convocando jogadores para a seleção segundo
critérios escusos, para atender interesses econômicos de empresários do
futebol.
Entre as declarações de Romário estão trechos como: “Ele não
convoca mais os melhores, há interesse por trás” e “Dunga está envolvido
nessa sujeira da CBF”, relacionando o técnico a casos de corrupção em
que, de acordo com o senador, a Confederação Brasileira de Futebol
estaria envolvida.
A defesa de Dunga, feita pelos advogados Ricardo C.
Braga dos Santos e Andréa Gonçalves Ferry, aponta dano à sua imagem,
pois as colocações “colocam em dúvida as qualidades profissionais do
Querelante, desmoralizando a ilibada reputação que sempre ostentou”. Por
sua vez, o advogado Luiz Sérgio de Vasconcelos Júnior, atuando por
Romário, citou a imunidade parlamentar do senador e tratou os trechos da
entrevista como um “registro de indignação com os acontecimentos”,
feito pelo ex-jogador, por meio de uma “crítica ampla, horizontal às
vicissitudes da gestão do futebol brasileiro e sul-americano, que ele
genuinamente reputa genericamente desonesta”.


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