O envolvimento da empreiteira Mendes Júnior na operação Lava Jato impede a conclusão da obra. Neste caso, o Ministério da Integração teria de substituir a empresa, mas há dificuldades. “Se for feita licitação convencional pra substituir, faltando só 10% da obra, ninguém vai ter interesse em fazer. E essa licitação duraria mais de um ano”, explicou Teixeira.
Em relação ao CAC, conflitos burocráticos entre Ministério da Integração e Tribunal de Contas da União (TCU) atrasaram repasses de julho e deste mês, de acordo com o secretário. E o consórcio responsável pela intervenção — formado pelas empresas PB Construções e Passarelli — só sustenta as atividades, sem paralisação total, até o fim deste mês.
Se não contar com essas duas ações estruturantes, o Ceará sente aumentar o risco de colapso em 2017, principalmente diante de previsões ainda confusas sobre a próxima quadra chuvosa. O coordenador-geral do FCCBH, Alcides Dutra, é taxativo: “há regiões (como Banabuiú, Curu e Crateús) que não vão suportar outro ano de seca”.
Sobre a revisão da meta de redução de consumo da tarifa de contingência em Fortaleza, que vai passar de 10% para 20%, o coordenador não acredita que funcionará. “Não houve trabalho de conscientização antecipada. Se tiver água na torneira, o cara vai usar”, reclamou.
Atualmente, os açudes cearenses se mantêm com 10,72% da capacidade, conforme balanço da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). De todas as bacias do Estado, as que estão em pior situação são a do Baixo Jaguaribe (0,23%), a do Curu (2,36%) e a do Banabuiú (2,47%). As melhores são a do Litoral (38,52%) e a do Coreaú (37,33%). O fórum continua reunido até o meio-dia de hoje.

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