[Fonte] -
Alexandra Hollingsworth, 18 anos, de Memphis, Tennessee, nos EUA,
brincava com álcool e fósforos quando teve 52% de seu corpo queimado.
Ela precisou passar por mais de 20 operações reconstrutivas, que, em
partes, envolviam o enxerto de pele de cadáver para ajudá-la a se
recuperar.
Os enxertos utilizados nos cotovelos, coxas, costas, braços e barriga
foram retirados de suas pernas, enquanto que para seu peito foi usada a
derme de um doador morto. Segundo ela, no começo a situação era
“estranha, porque a pessoa tinha o tom de pele muito mais escura” do que
a dela. “Meu corpo não está rejeitando, e eu não costumo ficar pensando
nisso, a não ser que alguém me pergunte”, disse ela em entrevista ao
jornal. “Não tenho ideia de quem foi o doador, eu acordei e vi a pele no
meu peito”.
Sua
vida mudou completamente após o acidente de 2010. Ela contou que tudo
aconteceu enquanto brincava com álcool e fósforos com o irmão David e o
primo Benjamin em sua casa, quando a mãe estava no trabalho. Alguns
amigos haviam lhe mostrado como acender uma pequena chama, e ela
resolver tentar. Da primeira vez conseguiu realizar o feito, mas quando
tentou novamente houve uma súbita explosão e pouco depois ela foi
engolida por “uma luz quente e laranja”.
Ainda em estado de choque, ela percebeu que estava em chamas. Assim, correu para o quarto da mãe, removeu as calças e tentou tirar a camisa, mas ficou com medo de queimar o rosto. Seu primo, que escapou ileso, e o irmão, que sofreu queimaduras, abafaram o corpo da jovem com um cobertor.
Ainda em estado de choque, ela percebeu que estava em chamas. Assim, correu para o quarto da mãe, removeu as calças e tentou tirar a camisa, mas ficou com medo de queimar o rosto. Seu primo, que escapou ileso, e o irmão, que sofreu queimaduras, abafaram o corpo da jovem com um cobertor.
“Toda
a casa estava coberta de fuligem e fumaça, incluindo o chão do quarto
de minha mãe tinha cedido. Eu senti como se minha pele e pálpebras
estivessem derretendo. Quando corri para fora de casa, vi minha imagem
no espelho. Meus braços estavam em fiapos e a pele estava pendurada”, contou. Quando
os serviços de emergência foram chamados, ela e o irmão foram levados a
um hospital local e depois transferidos para um hospital infantil em
Cincinnati. Lá os médicos confirmaram a extensão das queimaduras.
Enquanto o irmão teve 18% do corpo queimado, ela sofreu com 52%.
No dia seguinte, Hollingsworth acabou entrando em coma, acordando dias depois com um tubo em sua garganta. “Minha
mãe me explicou o que tinha acontecido, e eu não entendia como. Caí no
sono novamente e acordei dias depois, devidamente consciente”.
Enquanto
o irmão não precisou de cirurgias, recebendo alta semanas depois, ela
ficou no hospital por dois meses. Após isso, ela precisou de cerca de
quatro anos para se recuperar completamente. Ela ainda sofreu com uma
depressão profunda durante o processo, pois sua aparência, segundo ela,
era “como a de um monstro”, o que a impedia de se olhar no
espelho. Agora, ela usa sua experiência para ajudar os outros,
trabalhando como conselheira voluntária para sobreviventes de
queimaduras.
Os enxertos de pele feitos a partir de doadores mortos são usados para curar as feridas de forma mais rápida. Pesquisadores descobriram que esse tipo de pele é eficaz na cura de ferimentos agudos, como queimaduras, úlceras e feridas de difícil cicatrização.
Os enxertos de pele feitos a partir de doadores mortos são usados para curar as feridas de forma mais rápida. Pesquisadores descobriram que esse tipo de pele é eficaz na cura de ferimentos agudos, como queimaduras, úlceras e feridas de difícil cicatrização.

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