A
revista Veja na sua edição online destaca que o Partido dos
Trabalhadores é recorrente em moldar a história à luz do que lhe convém.
Tentou reduzir o escândalo do mensalão a um esquema de caixa dois de
campanha eleitoral.
Tentou estampar o discurso de perseguição política
quando o ex-presidente se viu às voltas com a justiça batendo à porta.
No esforço do momento, tenta diuturnamente martelar a tese de que o
processo de impeachment contra Dilma Rousseff é um “golpe” contra a
democracia.
Na reta final do julgamento que deve confirmar a saída definitiva da
presidente do Palácio do Planalto, o PT resolveu agora abrigar equipes
de documentaristas em gabinetes de senadores do partido. Ícones máximos
da tropa de choque de Dilma, Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann
(PT-PR) transformaram seus locais de trabalho em verdadeiros bunkers
para os times de filmagem. Nos gabinetes, parte das equipes de
documentaristas pede comida, guarda equipamentos, faz reuniões e discute
os próximos takes e planos de sequência.
Os dois senadores também foram pessoalmente pedir ao presidente do
Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) “passe livre” para cinegrafistas,
produtores e roteiristas dos documentários. Tiveram sucesso. Os
documentaristas adquiriram o status de “intocáveis” nos corredores do
Senado.
Oficialmente os filmes são produções independentes. A diretora
Petra Costa revelou em entrevista a VEJA que, no caso dela, o filme é
autofinanciado na fase de produção e tenta captar recursos em fundos
internacionais de financiamento. Nos corredores do Senado, no entanto,
as equipes são jocosamente chamadas de “os documentaristas do PT”.
“Apenas cedi o espaço porque pediram”, rebate Gleisi.
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