A
delação premiada do empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, foi
cancelada na semana passada pelo procurador-geral da República, Rodrigo
Janot. O estopim foi uma capa da VEJA que revelava a citação do
ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e a reação de
ministros da instituição. De acordo com a revista Veja dessa semana, o
material produzido ao longo de cinco meses de tratativas e descartado
menciona o ex-presidente Lula, a campanha à reeleição da presidente
afastada Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves e o ministro José Serra.
No caso de Lula, a acusação é de que ele
usava propinas da OAS para despesas pessoais e que ele é o verdadeiro
dono do tríplex no Guarujá. Lula e sua esposa, Marisa Letícia, foram
indiciados ontem pela Polícia Federal por crimes associados ao tripléx.
Eles dizem que a acusação “tem caráter e conotação políticos e é, de
fato, peça de ficção”. Segundo a VEJA, o governo Dilma teria determinado
a elaboração de contrato fictício de prestações de serviços de
publicidade e pesquisa para pagar despesas de campanha.

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