O Senado é a Casa do Congresso que representa as Unidades da
Federação. O poder dos governadores sobre senadores é um instrumento
eficaz de pressão. Numa hora em que precisa se consolidar no poder e na
qual enfrentará ainda a batalha de votar o impeachment em definitivo de
Dilma no Senado, Temer faz uma articulação que favorece os seus
interesses políticos.
Um acordo com os Estados tende a angariar a simpatia de governadores e
senadores. Como foi um assunto que se arrastou no governo Dilma, ao
resolvê-lo agora, Temer mostra maior capacidade para governar do que
Dilma. Todos os Estados aceitaram. Ele resolveu rapidamente um tema
delicado.
É uma solução temporária, que dá um alívio de dois anos aos Estados.
Logo, ali na frente, poderá surgir nova tentativa de renegociação, mas,
até lá, haverá tempo para o Congresso tentar aprovar uma reforma
tributária e fiscal e para o país voltar a crescer, elevando novamente a
arrecadação de impostos da União, dos Estados e dos municípios. Na
batalha do impeachment, Temer marcou um ponto.
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