Os amigos do jovem contestam
os PMs e sustentam que Brian, no banco do carona, colocou a mão para fora do
carro e derrubou apenas um dos cones de sinalização com as mãos. Eles garantem
que o veículo não fazia zigue-zague. Quando deram ordem para que o carro dos
jovens parasse, os dois PMs que faziam a interceptação foram rapidamente
atendidos. Ao colocar as mãos para o alto, Brian foi baleado no pescoço. Os PMs
afirmam que o rapaz, sentado no veículo, “levantou as mãos bruscamente” e abriu
a porta do carro.
O tiro saiu pelo braço de Brian, que chegou a ser socorrido
na Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos, onde morreu. Brian vivia em Santa
Cruz do Rio Pardo. Wesley de Moraes, um dos amigos que acompanhavam Brian
durante a abordagem da PM, afirma que o policial militar o puxou pelo colarinho
do carro, já com a arma apontada para o rapaz, o disparou contra ele. O PM
responsável pelo tiro contra Brian foi preso pela Polícia Civil por homicídio
culposo (sem intenção de matar) e está no Presídio Militar Romão Gomes, no
Jardim Tremembé (zona norte de SP).

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