O deputado federal Rogério Rosso
(PSD-DF) afirmou que Temer está “muito consternado” com o caso de
estupro de uma adolescente de 16 anos por mais de 30 homens no Rio de
Janeiro, ocorrido nesta semana. O congressista levou sua família para
almoçar com o interino neste domingo (29). “Ele está acompanhando essa questão
muito de perto. Ele não deu detalhes, mas está muito focado neste tema
junto ao Ministério da Justiça”, disse Rosso. Em nota publicada na sexta
(27), Temer afirmou ser um “absurdo que em pleno século 21 tenhamos que
conviver com crimes bárbaros como esse”.
Na próxima terça (31), o ministro da
Justiça, Alexandre de Moraes, se reunirá com os secretários de segurança
de todo o país para “tomar medidas efetivas para combater a violência
contra a mulher”, disse. Temer foi alvo de críticas em diversas
manifestações realizadas neste fim de semana pelo país em repúdio ao
caso de estupro da adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro nesta
semana. Em Brasília, manifestantes levaram, além de cartazes contra o
machismo e a violência contra as mulheres, placas com “Fora Temer”
escrito.
De acordo com Rosso, eles também
conversaram sobre a situação econômica do país e Temer demonstrou grande
preocupação com o aumento do número de desempregados no país e o
deficit fiscal de R$ 170 bilhões. “Ele
está confiante em relação ao Congresso e focado em resolver as questões
econômicas, a retomada da credibilidade do país junto aos investidores
locais e externos e o equilíbrio das contas públicas”, disse.
Questionado sobre se Temer teria
comentado a entrevista publicada neste domingo pela Folha de S. Paulo
com a presidente afastada Dilma Rousseff (PT), Rosso afirmou que o
peemedebista não falou sobre o assunto. “Acredito que ele não quer
perder tempo com ataques pessoais”, disse.
Dilma afirmou que o deputado afastado
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) manda no governo e que Temer terá que se
ajoelhar a ele. A petista disse ainda que a divulgação de conversas
entre o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e caciques do PMDB
tornam as razões do impeachment “cada vez mais claras”.

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