A oposição deixou de contar com dois votos a favor da abertura de processo de impeachment na tarde desta sexta (15).
Grávida de 36 semanas, a deputada federal Clarissa Garotinho (PR-RJ)
solicitou nesta sexta-feira (15) o início de sua licença-maternidade.
Com o afastamento, a deputada não participará da votação, no próximo
domingo (17), sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff
na Câmara. Sua ausência beneficia Dilma, uma vez que ela já havia se posicionado a favor da saída da presidente.
No final da tarde, o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA),
anunciou que mudaria seu voto de pró para contra o impeachment.
Para que o processo seja encaminhado ao Senado, são necessários 342
favoráveis ao impedimento –independentemente da quantidade de deputados
presentes no plenário no momento da votação.
Em levantamento realizado pela Folha com os 513 deputados federais, 342
deles se declaravam favoráveis ao impedimento de Dilma até o final da
tarde desta sexta-feira (15).
Com a ausência da deputada e a mudança de Maranhão, o número de votos
pró-impeachment declarados não é mais, neste momento, suficiente para
abertura do processo.

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