Operação Hecatombe foi deflagrada em 2013 (Foto: Divulgação/Polícia Federal do RN).
Entre os denunciados estão seis policiais militares e um ex-PM. Dos quatro acusados que sentaram no banco dos réus, apenas um foi condenado. O julgamento, que começou ainda na manhã da quinta-feira (28), foi realizado no Fórum Desembargador Miguel Seabra Fagundes, em Natal.
Segundo a advogada Kátia Nunes, foram inocentados os PMs Itagibá Maciel de Medeiros e Rubens Bezerra da Rocha, além do comerciante Moisés Severiano da Silva, que também foi absolvido. Já o vaqueiro Osvaldo Galdino da Silva, acabou condenado a pouco mais de 11 anos de prisão em regime fechado.
“Mais que inocentar os policiais militares, é importante destacar que o júri entendeu que não houve formação de grupo de extermínio. Estamos desmistificando essa história de grupo de extermínio em nosso estado. Para se dizer uma coisa dessas, tem que se provar”, comemorou Kátia Nunes, responsável pela defesa do policial Itagibá. Os outros 14 acusados de envolvimento nos crimes aguardam julgamento em liberdade.
Operação Hecatombe
Armas apreendidas durante a operação Hecatombe (Foto: Divulgação/Polícia Federal).
No total, ainda foram apreendidas 29 armas, entre revólveres, pistolas, espingardas e um fuzil. Além disso, mais de 11 mil munições também foram encontradas. Uma delegada de Polícia Civil, um promotor de Justiça e um agente da Polícia Federal estariam marcados para morrer. As investigações também apontaram que o grupo cobrava entre R$ 500 e R$ 50 mil para executar as vítimas.
A operação foi realizada nos municípios de Natal, São Gonçalo do Amarante, Parnamirim e Cerro Corá. Ao todo, participaram da ação 215 policiais federais, sendo que 30 deles são do Comando de Operações Táticas Especializado em Operações de Alto Risco, de Brasília.
Todos os presos foram autuados por crimes de homicídio qualificado praticado por grupos de extermínio e constituição de grupo de extermínio. As penas máximas dos crimes cometidos pelos principais integrantes do grupo, se condenados, podem chegar a 395 anos de prisão.
Nas denúncias oferecidas à Justiça, o Ministério Público concluiu que os motivos das execuções eram os mais variados e iam desde crimes encomendados, disputas pelo controle de pontos de venda de drogas, brigas, discussões e até mesmo a queima de arquivo com a eliminação de testemunhas de crimes.

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