A presidente Dilma Rousseff decidiu fazer um pronunciamento em cadeia
nacional de rádio e televisão, às 20h desta sexta-feira (15), para pedir
apoio contra o impeachment de seu mandato.
Segundo a Folha apurou, a presidente Dilma Rousseff afirmará que os
defensores do impeachment podem até ter suas justificativas, mas que a
história os deixará com a "marca do golpe".
No discurso gravado na manhã desta sexta-feira (15), no Palácio da
Alvorada, a petista ressaltou ainda que não pesa nenhuma denúncia de
corrupção contra ela e que o impeachment pode representar um perigo para
a democracia brasileira.
Ela pede ainda à sociedade brasileira que converse com os deputados
federais de seus Estados para que eles "fiquem ao lado da democracia" e
"respeitem a Constituição Federal". Segundo ela, há um "golpe em curso
no país" e é preciso lutar pela democracia.
A ideia inicial era que ela gravasse uma mensagem para ser veiculada nas
redes sociais, mas, diante do cenário adverso para o governo federal,
que encontra dificuldades para barrar o impeachment no domingo (17),
ficou definido que era melhor o pronunciamento oficial.
A proposta de ir para a televisão foi construída junto com o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele, por sua vez, gravou também
uma mensagem com o discurso alinhado ao de Dilma. A fala do petista foi
veiculada nas redes sociais.
Para se preparar para o pronunciamento, a presidente convocou a Brasília
o cabeleireiro Celso Kamura, responsável pelo visual da petista.
CORPO A CORPO
Na estratégia de intensificar o corpo a corpo com deputados federais, a
petista recebeu nesta sexta-feira (15) parlamentares baianos na
companhia do governador Rui Costa Pimenta, do PT.
Na reta final, a ofensiva do governo federal tem sido sobre os deputados
federais da Região Norte que votarão primeiro no domingo (17), como de
Roraima, Amapá, Pará e Amazonas.
O objetivo é evitar que os primeiros votos criem um efeito manada sobre os parlamentares indecisos no decorrer da votação.

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