As empresas prestadoras de serviços
terceirizados têm amargado sérios prejuízos nos últimos meses devido à
falta de repasse de verbas dos governos municipal e estadual e ao grande
número de ações sem acordos por parte de alguns membros do Ministério
Público do Trabalho (MPT).
O setor que emprega cerca de 20 mil
pessoas no estado, pode sofrer grandes perdas nos próximos meses. A
empresa Safe já estuda iniciar a demissão de parte do seu quadro de
funcionários diante dos atrasos nos pagamentos e das constantes
solicitações de bloqueios de recursos por alguns integrantes do MPT. A
Safe emprega mais de dois mil funcionários em todo o Estado.
“A Safe reconhece que ocorreram atrasos
de salários e outras verbas em decorrência de insuficiência de caixa
sempre motivada pelos constantes atrasos e demora no repasse de
reequilíbrio contratual por parte dos seus contratantes. Porém, enquanto
a maioria dos procuradores do Trabalho busca um consenso pra resolver
esses tipos de conflitos entra empresas, sindicatos laborais e tomadores
de serviços, uns poucos não.
Publicamente afirmam que são contra o
setor e, por isso, dificultam o nosso trabalho e fecham os olhos para os
trabalhadores. Se continuarmos vítimas dessa situação de atrasos e
bloqueios, pode ser que tenhamos que fechar as portas e colocar dois mil
novos desempregados na rua. A gente só quer trabalhar e continuar
gerando emprego e renda”, afirmou um dos diretores da empresa que
preferiu não se identificar.
Pelos levantamentos do Sindicato das
Empresas Prestadoras de Serviços e de Locação de Mão de Obra
(Sindprest), as dívidas da Prefeitura do Natal e Governo do Estado já
ultrapassam a cifra de R$ 50 milhões.

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