Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Abr
A
presidente Dilma Rousseff (PT) considera antecipar a eleição
presidencial, mesmo se a decisão do Senado sobre o impeachment for
favorável à sua permanência no cargo. A decisão é motivada por sua
volta, caso seja afastada por 180 dias e substituída pelo
vice-presidente Michel Temer (PMDB), de acordo com a Folha. O PT, por
outro lado, pressiona a presidente a defender a antecipação das eleições
tão logo seja afastada, para reforçar o discurso de que Temer não tem
legitimidade para assumir o cargo, portanto, seria necessária a
realização de uma nova eleição presidencial.
Na última terça-feira (19),
senadores do PT, PSB, Rede e PPS apresentaram uma Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) para que as eleições presidenciais sejam realizadas
no mesmo período que as eleições municipais, em outubro deste ano.
Trinta senadores apoiaram a iniciativa, que foi protocolada na
Secretaria-Geral e deverá ser analisada pelas comissões temáticas e terá
que ser aprovada em dois turnos pelo Senado e pela Câmara. Em reação à
ideia, Temer iniciou ofensiva para esvaziar apoio à proposta,
principalmente na Câmara.

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