A senadora
Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou uma questão de ordem, com base no
Código de Ética e Decoro Parlamentar, questionando a isenção e
imparcialidade de Anastasia. Gleisi lembrou decisão do Conselho de
Ética, que decidiu pela substituição do senador Ataídes Oliveira
(PSDB-TO) da relatoria do processo contra o senador Delcídio do Amaral
(sem partido-MS), em razão de o partido ter se pronunciado previamente
pela cassação do mandato do senador. Segundo a senadora, o PSDB já se
manifestou favorável ao impeachment e que o senador, como relator, faria
um relatório com o mesmo resultado. “Ocorre que a referida suspeição
também pode decorrer, por evidente analogia, da posição pública e prévia
do partido do senador sobre o julgamento ou, ainda, quando for
abertamente adversário ou aliado político, com evidente interesse no
desfecho da votação”, acrescentou a senadora.
Questão de
ordem similar foi apresentada pela senadora Vanessa Graziotin
(PcdoB-AM), que argumentou que o PSDB não poderia indicar a relatoria
devido ao fato de o coordenador Jurídico Nacional do partido, Flávio
Henrique Costa Pereira, ter subscrito o pedido de impeachment acatado
por Cunha, além de ter atuação no pedido do PSDB junto ao Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) para impugnação da prestação de contas da
presidenta Dilma Rousseff. “É evidente que paira sobre o PSDB, dessa
forma, toda sorte de suspensão para a relatoria do procedimento sob
exame. Vê-se, com toda clareza, as digitais do PSDB no pedido de
impeachment da presidenta da República. Sendo assim, não poderá o
senador Antonio Anastasia ou qualquer outro membro do partido funcionar
como relator da comissão especial”, afirmou.

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