O
número de mortos no hospital diverge, com o Observatório Sírio para os Direitos
Humanos (OSDH) apontando ao menos 27 e o MSF, 14. Entre as vítimas fatais
estariam três crianças e três médicos.
Dezenas de pessoas que estavam em um prédio ao lado do hospital
al-Quds também foram atingidas pelo bombardeio. O número de óbitos pode
chegar a 40, segundo Bebars Mishal, da Defesa Civil. Jan Egeland, chefe da ajuda humanitária das Nações Unidas para a
Síria, disse ter sido informado sobre "a deterioração catastrófica em
Aleppo ao longo das últimas 24 e 48 horas".
Ninguém duvida da gravidade da situação — afirmou Egeland, alertando que grande parte da ajuda humanitária ao país está em risco. — Muitos trabalhadores humanitários estão sendo bombardeados, mortos e mutilados no momento em que a ajuda para milhões de pessoas também já está em jogo.
Ninguém duvida da gravidade da situação — afirmou Egeland, alertando que grande parte da ajuda humanitária ao país está em risco. — Muitos trabalhadores humanitários estão sendo bombardeados, mortos e mutilados no momento em que a ajuda para milhões de pessoas também já está em jogo.
O último ataque é parte de um padrão mais amplo de ataques
sistemáticos a hospitais pelas forças do ditador Bashar al-Assad,
enquanto a situação humanitária na dividida capital comercial síria se
agrava sob intenso combate.
"O recente ataque ao hospital al-Quds, apoiado pelo CICV, é
inaceitável e, infelizmente, esta não é a primeira vez que os serviços
médicos que salvam vidas foram atingidos", disse Marianne Gasser, chefe
da missão do CICV na Síria. "Exortamos todas as partes a poupar os
civis. Não ataque hospitais, não use armas que causam danos
generalizados. Caso contrário, Aleppo será empurrado ainda mais para a
beira de um desastre humanitário".
A MSF, por sua vez, condenou o bombardeio em uma série de tuítes, advertindo que o número de mortos poderia aumentar. De acordo com a ONG, o hospital al-Quds era o centro de referência para pediatria e tinha 8 médicos e 28 enfermeiros.

A MSF, por sua vez, condenou o bombardeio em uma série de tuítes, advertindo que o número de mortos poderia aumentar. De acordo com a ONG, o hospital al-Quds era o centro de referência para pediatria e tinha 8 médicos e 28 enfermeiros.
Sírios retiram criança de escombros no bairro de al-Kalasa, em Aleppo - AMEER ALHALBI / AFP.
O
governo sírio considera quaisquer instalações médicas em território
controlado pelos rebeldes como alvos militares legítimos, alegando que
são ilegais. Hospitais nesses locais estão se recusando a compartilhar
as coordenadas com as autoridades russas e sírias devido a repetidos
ataques, temendo os hospitais se tornem alvos.
Em 2013, a comissão independente de inquérito da ONU investigando supostos crimes de guerra na Síria disse que os bombardeios contra instalações médicas estavam sendo usados sistematicamente como uma arma de guerra pelo regime de Assad. Ataques de ambos os lados em instalações médicas não diminuíram nos últimos meses. Em fevereiro, a MSF informou que um total de 94 ataques atingiram instalações apoiadas pela organização em 2015.
Outros ataques foram relatados na cidade nesta quinta-feira. A agência de notícias estatal síria Sana informou que 9 pessoas foram mortas em bombardeios rebeldes em áreas residenciais de Aleppo.
Dividida em áreas mantidas pelo governo e rebeldes, Aleppo tem sido o epicentro de uma escalada militar que ajudou a minar as negociações de paz mediadas pela ONU nas últimas semanas. O OSDH, um grupo de monitoramento com sede em Londres, informou que 91 civis foram mortos em ataques aéreos perpetrados pelas forças leais a Bashar al-Assad nos últimos seis dias em Aleppo, e 49 civis foram mortos em bombardeios rebeldes em áreas controladas pelo governo.
Em 2013, a comissão independente de inquérito da ONU investigando supostos crimes de guerra na Síria disse que os bombardeios contra instalações médicas estavam sendo usados sistematicamente como uma arma de guerra pelo regime de Assad. Ataques de ambos os lados em instalações médicas não diminuíram nos últimos meses. Em fevereiro, a MSF informou que um total de 94 ataques atingiram instalações apoiadas pela organização em 2015.
Outros ataques foram relatados na cidade nesta quinta-feira. A agência de notícias estatal síria Sana informou que 9 pessoas foram mortas em bombardeios rebeldes em áreas residenciais de Aleppo.
Dividida em áreas mantidas pelo governo e rebeldes, Aleppo tem sido o epicentro de uma escalada militar que ajudou a minar as negociações de paz mediadas pela ONU nas últimas semanas. O OSDH, um grupo de monitoramento com sede em Londres, informou que 91 civis foram mortos em ataques aéreos perpetrados pelas forças leais a Bashar al-Assad nos últimos seis dias em Aleppo, e 49 civis foram mortos em bombardeios rebeldes em áreas controladas pelo governo.


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