Bruno Rizzato -
Pela primeira vez, os cientistas descobriram uma ligação entre o teor
de gordura da célula e sua vida útil, o que poderia explicar o “paradoxo
da obesidade” que intriga os cientistas há décadas. A grande questão do
paradoxo, sustentada por estatísticas em todo o mundo, é: por que as
pessoas obesas têm as mais baixas taxas de mortalidade por causas diversas?
Um novo estudo descobriu que, durante a fase de testes em leveduras,
células com aumento dos níveis de triacilglicerol (TAG) – o principal
constituinte da gordura corporal em humanos e animais – viveram mais
tempo. Porém, quando as células foram impedidas de sintetizar TAG e
tornaram-se mais magras, acabaram morrendo mais cedo.
A equipe da Michigan State University,
nos EUA, também descobriu que a gordura presente nas células de vida
longa não tinha defeitos de crescimento óbvios, e foi capaz de se
reproduzir de forma normal. Isso coloca o novo método em contraste com
as abordagens anteriores sobre a vida estendida da célula (como a
restrição calórica), que tendem a deixar as células atrofiadas ou mais
sensíveis às pressões ambientais.
“Com análises sofisticadas, demonstramos que o aumento da reprodução de TAG preserva a vida através de um mecanismo que é, em grande parte, independente de outras vias de regulação do tempo de vida comum em células de leveduras (as testadas) e em seres humanos. Nosso papel provavelmente irá estimular uma nova onda de pesquisa que tem impactos amplos e profundos, incluindo potenciais avanços na medicina humana”, disse o autor do estudo, Min-Hao Kuo.
O paradoxo da obesidade é uma hipótese que diz que ser obeso pode realmente proteger certos grupos de pessoas e ajudá-los a viver mais tempo. Porém, o excesso de peso está associado a uma grande variedade de problemas de saúde – daí o termo “paradoxo” -, mas alguns cientistas acreditam que toda a gordura corporal extra venha com certos benefícios em alguns casos.
Um artigo do New York Times, escrito em 2013 explica, referindo-se a este estudo: “O relatório sobre quase 3 milhões de pessoas descobriu que aqueles cujo IMC era de sobrepeso, tinham menos risco de morrer do que as pessoas com peso normal. O relatório, embora não seja o primeiro a sugerir essa relação entre IMC e mortalidade, é de longe o maior e mais cuidadosamente feito, analisando cerca de 100 estudos”.
Por enquanto, ainda não há consenso sobre a questão, razão pela qual o novo estudo de células TAG pode ser muito importante para estudos futuros. Porém, o próprio Kuo, que publicou a pesquisa na revista PLoS Genetics, admite que o paradoxo da obesidade confunde cientistas de diversas áreas.
“Com análises sofisticadas, demonstramos que o aumento da reprodução de TAG preserva a vida através de um mecanismo que é, em grande parte, independente de outras vias de regulação do tempo de vida comum em células de leveduras (as testadas) e em seres humanos. Nosso papel provavelmente irá estimular uma nova onda de pesquisa que tem impactos amplos e profundos, incluindo potenciais avanços na medicina humana”, disse o autor do estudo, Min-Hao Kuo.
O paradoxo da obesidade é uma hipótese que diz que ser obeso pode realmente proteger certos grupos de pessoas e ajudá-los a viver mais tempo. Porém, o excesso de peso está associado a uma grande variedade de problemas de saúde – daí o termo “paradoxo” -, mas alguns cientistas acreditam que toda a gordura corporal extra venha com certos benefícios em alguns casos.
Um artigo do New York Times, escrito em 2013 explica, referindo-se a este estudo: “O relatório sobre quase 3 milhões de pessoas descobriu que aqueles cujo IMC era de sobrepeso, tinham menos risco de morrer do que as pessoas com peso normal. O relatório, embora não seja o primeiro a sugerir essa relação entre IMC e mortalidade, é de longe o maior e mais cuidadosamente feito, analisando cerca de 100 estudos”.
Por enquanto, ainda não há consenso sobre a questão, razão pela qual o novo estudo de células TAG pode ser muito importante para estudos futuros. Porém, o próprio Kuo, que publicou a pesquisa na revista PLoS Genetics, admite que o paradoxo da obesidade confunde cientistas de diversas áreas.

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