Uma caneta, por exemplo, tem uma carga tributária de 47,49%, enquanto mochilas e lancheiras têm tributações de 39,62% e 39,74%, respectivamente.
Outros itens básicos para o início do ano letivo também têm seus preços inflacionados por conta dos altos impostos. Mais de 43% do valor de uma agenda escolar, apontador ou borracha é encaminhado para os cofres públicos.
A tributação para o estojo chega a 40,33% e até a cola branca não escapou do alto imposto, com 42,71%. Já entre os menores tributos estão os livros escolares, com 15,52%, como pode ser observado abaixo:
Materiais/carga tributária:
Agenda Escolar - 43,19%
Apontador - 43,19%
Borracha Escolar - 43,19%
Caderno Universitário - 34,99%
Caneta - 47,49%
Cola Tenaz - 42,71%
Estojo para lápis - 40,33%
Fichário - 39,38%
Folhas para fichário - 37,77%
Lancheiras - 39,74%
Lápis - 34,99%
Livro Escolar - 15,52%
Livros - 15,52%
Mochilas - 39,62%
Papel pardo - 34,99%
Papel Carbono - 38,68%
Papel Sulfite - 37,77%
Pastas plásticas - 40,09%
Régua - 44,65%
Tinta Guache - 36,13%
Tinta Plástica - 36,22%
Redução da carga tributária
Para mudar o atual panorama, a ABFIAE (Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares) solicitou o apoio do governo e do Ministério da Educação para aprovação de um projeto que prevê redução da carga tributária para materiais escolares. O Projeto de Lei nº. 6705/2009 já tramita há mais de quatro anos e, atualmente, encontra-se em discussão na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal.
“Em um país onde os governantes cansam de afirmar que educação é prioridade, torna-se no mínimo contraditório, se não um absurdo, convivermos com a elevada carga tributária que incide sobre cadernos, borrachas, agendas, lápis, estojos, canetas e, até mesmo, tinta guache e folhas para fichário”, ressaltou o presidente da ABFIAE, Rubens Passos.

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