Foto: Reprodução / Veja
Fernando Soares, conhecido como Baiano e apontado como operador do PMDB
no esquema de corrupção da Petrobras, tentou adquirir contratos de bases
de distribuição de combustível que estavam sob a responsabilidade da BR
Distribuidora. No entanto, segundo a Folha de S. Paulo, ele relatou em depoimento na
sua delação premiada que foi impedido por uma cobrança de propina no
valor de R$ 20 milhões. Considerado operador do grupo de Fernando Collor
(PTB-AL) na Operação Lava Jato, o ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos
inicialmente queria barrar a participação de Baiano, pois os contratos
seriam conduzidos pelo grupo do ex-presidente.
Baiano então recorreu a Nestor Cerveró, para fechar o negócio. O
ex-diretor da Petrobras convenceu Pedro Paulo a permitir a participação
de Baiano, mas exigiu contrapartidas financeiras através do
superfaturamento das obras na cidade de Macaé, no Rio de Janeiro. Ainda
de acordo com a Folha de S. Paulo ele “esclareceu que o valor a ser
superfaturado, que seria repassado ao seu grupo de investidores e também
destinado ao pagamento de propina a políticos, seria de R$ 20 milhões”.
Por conta do alto valor, Baiano acabou desistindo dos contratos das
bases de distribuição de combustível.

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